No caminho do Dharma • por Louise Luz

Dharma é o caminho de descobrir a si mesmo, ao seu propósito de vida aqui na Terra, através do coração. Onde existe amor, existe verdade. E onde houver verdade, as coisas fluem com naturalidade. Para descobrir o seu Dharma, descubra o que faz o seu coração vibrar, expandir, transbordar amor. Siga esse caminho.

 

 

Dharma é uma palavra que vem do sânscrito e se traduzida significa: "aquilo que sustenta, que mantém". Ela é muito usada no Yoga assim como no Budismo, é tida como uma lei natural, uma ordem cósmica e universal que nos rege; é a nossa missão de vida, aquilo que devemos praticar e experienciar todos os dias. Dharma não pode ser assim facilmente definido e sim vivido, pois é um caminho que se trilha a partir de escolhas superiores, aquelas que estão diretamente conectadas com a voz do coração.

 

Ao fazer uma imersão sobre esse tema na última semana, pude ouvir, compartilhar e reviver algumas histórias incríveis de vida. Me dei conta que o tempo vai passando tão rápido que muitas vezes não nos permitimos refletir sobre as escolhas que nos trouxeram até aqui, ou sobre a direção que estamos seguindo. O mundo anda no piloto automático, as pessoas buscam por realização e reconhecimento mas em sua maioria estão vivendo e trabalhando para atender necessidades e expectativas externas, modismos ou sustentando máscaras que não condizem com a verdade e os desejos do próprio coração. Falta coerência, falta paciência, falta gratidão. Sobra medo, ansiedade e insegurança em expressar a sua verdade. Algumas por inconsciência, outras por aprisionamento,  crenças limitantes e memórias de escassez, medo de não ser aceito ou receio em fazer algo diferente do "normal". Algumas pessoas despertam a tempo, tomam as rédeas, mudam a direção e ressignificam o caminhar. Outras chegam ao fim da vida com um pesar por terem "perdido" tempo, cansadas por carregar peso demais, dores demais, amor de menos… se olham no espelho e já não mais se reconhecem… onde foi parar aquele brilho no olhar?

 

Nós seres humanos temos o poder do livre arbítrio, podemos e temos o direito de viver a vida dos sonhos, de viver um amor que faça o coração vibrar, de encontrar ou criar um trabalho que alimente não só o bolso mas também a alma e que nos ajude a servir o próximo, a inspirar. Não existem fórmulas prontas, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, mas todo mundo sabe, ou melhor sente, que quando se está feliz, vivendo no presente e conectado com tudo e todos, a vida flui, o peso diminui e tudo fica mais leve, divertido e colorido… O tempo aquele que corre lá fora parece até parar para que possamos experienciar cada minuto, cada gosto e cada curva da vida que nos leva a dançar quando estamos entregues ao nosso próprio ritmo, a esse maravilhoso propósito divino.

 

Quando colocamos amor em cada gesto não importa o que seja, quando vivemos a melhor versão de nós mesmos não importa para quem seja, quando plantamos amor, a colheita é certeira. Agora… nao queira plantar batatas e colher maçãs… não queira plantar intrigas e colher amizades, não queira plantar uma vida de mentiras e colher verdades. O reconhecimento e florescimento sempre virá se existir amor. Esperar de fora o que não está dentro, é gerar dor e sofrimento. Perceber e viver de acordo com o Dharma é a chave para a iluminação, para uma vida bem vivida, fluida e feliz. Lembre-se que estamos aqui para entender que somos um Ser espiritual tendo uma experiência material; que cada um de nós possui um talento especial que nos torna únicos e que devemos estar a serviço do nosso coração para ajudar e fazer o bem ao próximo;  mas antes devemos fazer bem a nós mesmo para que o bem ao próximo venha de dentro para fora, com verdade e humildade. Como dizia Buda, " É melhor conquistar a si mesmo do que conquistar o mundo". Esse é o caminho, volte-se para dentro, encontre seu coração e ele dirá por onde deves seguir … boa viagem!